Atlas Institucional
É DEMAIS BANNER

Ontem, 1° de fevereiro, aconteceu a posse dos 513 deputados federais e 54 senadores (2 de cada Estado), eleitos em outubro passado. A primeira tarefa deles foi a eleição dos integrantes das Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para o biênio 2019-2020. Na Câmara, para presidi-la, era tida como certa a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). No Senado, as articulações eram no sentido de evitar que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) fosse eleito presidente, pela quarta vez.

Na segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro se submeteu, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, a uma cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia nele implantada em decorrência da complexa operação pela qual passou, em 6 de setembro, depois de ser esfaqueado durante um ato eleitoral, na cidade mineira de Juiz de Fora. A cirurgia, que durou 6 horas, foi coroada de pleno êxito.

Antes de ser internado, na manhã de sábado, o presidente Bolsonaro sobrevoou o local da tragédia de Brumadinho.

Na segunda e terça-feira, dias cruciais da cirurgia de Bolsonaro, o Brasil esteve sob o comando do vice-presidente, general Hamilton Bulhões. Na quarta-feira, pela manhã, ao sair da sala de terapia intensiva, Bolsonaro reassumiu à Presidência da República, passando a despachar documentos e recebendo visitas, num escritório improvisado no hospital. Bolsonaro só será liberado pelos médicos na próxima quarta-feira. Sua primeira reunião será com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para a liberação da proposta de reforma da Previdência que será enviada ao Congresso.

PREVIDÊNCIA ATRASADA

A proposta do presidente Bolsonaro para a reformulação das regras do sistema da Previdência só irá ao Congresso Nacional daqui a uns 15 dias. Esse atraso foi provocado pela cirurgia sofrida pelo presidente. Estão faltando alguns ajustes no texto final da reforma. As regras relativas à Previdência dos militares serão apresentadas fora da reforma que será enviada ao Congresso.

A mensagem presidencial constará de uma advertência aos deputados e senadores de que sem profundas mudanças nas atuais regras previdenciárias o Brasil fica ingovernável. Não há como tocar o país pra frente com déficit anual na Previdência da ordem de R$ 300 bilhões. Com essa tamanha sangria tornar-se impossível o acerto das contas públicas, impedindo a retomada da rota de crescimento, transformando em miragem a tão almejada prosperidade. Para ganhar tempo, o governo vai optar pelo aproveitamento da PEC da Reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo Então presidente Michel Temer, e que se encontra pronta para ir a votação no plenário. As mudanças serão apresentadas em forma de emendas aglutinativas.

A ideia do governo é que a Câmara dos Deputados vote as mudanças da previdência até o final de abril. E sua votação no Senado aconteça até o inicio do recesso parlamentar do meio do ano, previsto para 15 de julho até 1° de agosto.

TRAGÉDIA DE BRUMADINHO

A tragédia gigantesca de Brumadinho, na região metropolitana de Bolo Horizonte, apresentava, na quinta-feira, os seguintes números: 99 mortos e 259 desaparecidos, que certamente ficarão sepultados em meio a montanha de lama produzida pelo rompimento da barragem do Feijão. O desastre colocou a Vale, considerada uma das 5 maiores empresas do Brasil, no centro de um furacão jurídico, que resultará em milhares de ações na justiça do pais e no exterior. Com esses número de mortos e desaparecidos, ate agora, a tragédia de Brumadinho já e considerada o maior acidente de trabalho da historia do Brasil.

O governo Bolsonaro está atuando no sentido de evitar que se repita com Brumadinho o fracasso observado, há três anos, no desastre ambiental de Mariana, também em Minas Gerais, pelo qual ninguém foi punido até os dias de hoje em razão de uma enxurrada de ações protelatórias apresentadas junto à Justiça.

Já chegou a R$ 12 bilhões os bloqueios da Vale pela Justiça, para garantir indenização de vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho.

A perda da Vale em valor de mercado já chega a R$ 71 bilhões, maior prejuízo sofrido por uma empresa na historia da Bolsa de valores. Outro revés da Vale: foi rebaixada pela FITCH, agencia internacional de classificação de risco. Portaria Casa Civil da Presidência da República determinou vistoria imediata em todas as barragens do país.

Juíza da Comarca de Brumadinho considerou que o caso pode ser enquadrado como crime hediondo, e determinou a prisão temporária, por atestar e monitorar a segurança da barragem que se rompeu. Dois engenheiros da empresa alemã TUV SUD foram presos em São Paulo. E, em Minas Gerais, três funcionários da Vale. Para o Ministério Público e a Policia Federal eles são suspeitos de falsidade ideológica. A Vale anunciou que acabará com todas as barragens criadas com métodos usados em brumadinho.