(Foto: Reprodução)

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Ao deflagrar a 23º fase da operação Lava-Jato, denominada Acarajé, o juiz federal Sergio Moro expediu mandado de prisão contra o publicitário baiano João Santana e sua sócia e esposa Mônica Moura. Ambos já estão detidos em Curitiba. Ele foi o marqueteiro das duas campanhas da presidente Dilma Rousseff e  da reeleição do presidente Lula. Ultimamente vinha prestando assessoria direta à presidente.

João Santana fez fortuna com o marketing político que prestou ao PT. Aumentou seu patrimônio de R$ 1 milhão para R$ 78,8 milhões entre 2004 e 2014.

Agora ele está sendo investigado pelo Ministério Público e pela Policia Federal sob acusação de ter se beneficiado com a repasse de US$ 7.5 milhões que teriam sido desviados da Petrobras para sua conta bancaria no exterior.

A prisão de João Santana aproximou mais ainda o presidente Lula e o PT das roubalheiras ocorridas na Petrobras bem como turbinou os debates sobre impeachment da presidente Dilma e deixou o Palácio do Planalto em estado máximo de alerta.

A confirmação do repasse de recursos para o marqueteiro representará um forte indicio de que dinheiro roubado na maior estatal do país foi usado nas campanhas presidenciais do PT. Um fato consistente como este era procurado pelo PSDB para reforçar o seu pedido no TSE de afastar Dilma e Temer do comando do Brasil.

A 23º fase da operação Lava-Jato teve 51 mandados no total, sendo 38 de busca e apreensão, duas de prisão preventiva, seis de prisão temporária, cinco de condução coercitiva.

Nas ações atuaram 300 policiais federais e elas aconteceram em Angra dos Reis, Petrópolis e Mangaratiba, no Rio de Janeiro; em Campinas e Poá, no Estado de São Paulo, e Salvador e Camaçari, na Bahia.

Foram presos ZWI SKORNACK, engenheiro polonês apontado como operador do esquema milionário de corrupção na Petrobrás; Benedito Barbosa da Silva, diretor-presidente da Oderbreteh; os executivos da Oderbrecth Vinicius Veiga Borin e Maria Lucia Guimarães; e Marcelo Rodrigues, operador do esquema de corrupção na Petrobras.

MÁS NOTICIAS PARA O PT

Por unanimidade, 14 votos a zero, o Conselho Nacional do Ministério Público rejeitou pedido do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e manteve o promotor Cássio Conserino à frente das investigações se o ex-presidente Lula usou laranja para ocultar a real propriedade de apartamento no Guarujá, na praia das Astúrias, e de um sitio em Atibaia. Já na próxima semana, Lula e sua esposa Marisa Leticia serão intimados a  prestar em esclarecimentos sobre o apartamento e o sitio.

406 MILHÕES EM PROPINA– O ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, na delação premiada, revelou que o PT recebeu pelo menos R$ 406 milhões em propinas do esquema de desvios de dinheiro da Petrobras. Esses valores foram obtidos por meio de 67 ações de maio de 2004 e fevereiro de 2011. A montanha de dinheiro saiu do caixa de 41 empreiteiros e estaleiros. Esses dados foram anexados ao inquérito da 23° fase da Lava Jato, deflagrada nesta semana

PANELAÇO- O Programa do PT transmitido na noite de terça-feira pela televisão foi alvo de panelaço e buzinaço em diversas capitais do país. No programa, Lula e Rui Falcão, presidente do PT, fizeram a defesa do governo Dilma Rousseff.

MANIFESTAÇÃO NACIONAL– Marcada para o dia 13 de março (domingo) manifestação nacional para pressionar a presidente Dilma deixar o governo.

CUNHA PRÓXIMO DA CADEIA

Relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Teori Zavascki liberou denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para ser analisada pelo plenário da Corte (11 ministros). Pela denúncia, Eduardo Cunha teria recebido 5 milhões de dólares de propina em contrato de compras de navios- sonda da Petrobras. Se a denúncia for acolhida pelos ministros, será aberta uma ação penal e Eduardo Cunha se torna réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é investigado em outros dois inquéritos no Supremo por seu envolvimento em roubalheiras na Petrobras.

Com o exame dos seus processos no STF, o deputado Eduardo Cunha corre sério risco de ser condenado a vários anos de prisão, como ocorreu com todos os réus envolvidos no processo do mensalão.

VALE TUDO PARA CPMF

Para aprovar a recriação da CPMF, o imposto do cheque extinto em 2007, a presidente Dilma Rousseff recorre a todos os meios ao seu alcance. O parlamentar vai ter liberado o pagamento de suas emendas ao Orçamento da União e fazer nomeações para os 2° e 3° escalões da Esplanada dos Ministérios. Para contar com apoio dos governadores e prefeitos, a facada nos contribuintes poderá aumentar de 0,20 para os 0,38 o índice da CPMF, sendo que os 0,18 a mais ficariam para os estados e municípios. Essa será a estratégia para os governadores e prefeitos pressionarem seus parlamentares a votarem pela volta da CPMF.

A presidente Dilma foi mais longe para ganhar esse apoio. Propôs alongar por mais 20 anos as dívidas de estados e municípios com a União. Com isso, o prazo para pagamento dos passivos aumentará de 30 para 50 anos.

Definido também que as unidades da Federação terão mais 10 anos para quitar os contratos celebrados com o BNDES. E tem mais serão liberados para os entes federativos R$ 20 bilhões em operações de credito.

A contrapartida exigida pelo governo é a recriação da CPMF, a reforma do ICMS e o prolongamento da desvinculação das receitas da União (DRU). Os estados e municípios estarão proibidos de conceder por 2 anos aumento a seus servidores e estarão impedidos de fazer nomeações e conceder benefícios fiscais.