O Ministério Público investiga compras feitas pela Câmara Municipal de Jaboticabal, segundo afirmou a promotora Justiça do Patrimônio Público Drª Ethel Cipele. Entre as investigações estão a polêmica compra de cofres para os vereadores, uniformes para funcionários e a contratação da TV Web, que transmite as sessões da Casa, entre outros eventos.

De acordo com a promotora Ethel Cipele, há peças com as mesmas especificações que custariam menos (Foto: Jornal 101)

De acordo com a promotora Ethel Cipele, há peças com as mesmas especificações que custariam menos (Foto: Jornal 101)

Segundo a promotora, a questão não é apenas o valor pelo qual os cofres foram adquiridos. De acordo com Ethel Cipele, pode ter ocorrido um direcionamento da licitação. Por outro lado, o advogado e procurador da Casa Marcelo Bassi das Neves afirma que a licitação não foi direcionada.

O advogado e procurador da Casa Marcelo Bassi das Neves afirma que a licitação não foi direcionada (Foto: Fábio Penariol/Jornal 101)

O advogado e procurador da Casa Marcelo Bassi das Neves afirma que a licitação não foi direcionada (Foto: Fábio Penariol/Jornal 101)

Poder de compra

Ao todo, a Câmara gastou R$ 174,9 mil na compra de 16 equipamentos – cofres e armários – de uma empresa de Catanduva (SP). Em um total de 14 itens, cada cofre da Câmara custou R$ 10,2 mil. Já os dois armários custaram R$ 16,07 mil por unidade.

De acordo com a promotora pública, há peças com as mesmas especificações que custam entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, aproximadamente.

Cofre comprado pela Câmara custou mais de R$ 10 mil

Cada cofre comprado pela Câmara custou mais de R$ 10 mil

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