Dr. Fernando Crivelenti Vilar, médico infectologista do Hospital Santa Izabel de Jaboticabal e do Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto

Apesar do mundo estar em “emergência global” devido ao novo coronavírus, o 2019-nCoV, que surgiu na China em dezembro de 2019 e já matou 908 pessoas, no Brasil até o último domingo (09/02), são 11 casos suspeitos, mas nenhum realmente confirmado.

O jornalismo da 101 FM entrevistou Dr. Fernando Crivelenti Vilar, médico infectologista do Hospital Santa Izabel de Jaboticabal e do Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto. Ele falou sobre o aparecimento do novo coronavírus e a preocupação de uma epidemia mundial. Comentou também sobre os sintomas e o que pode ser feito para evitar o contato com o vírus.

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O médico disse que autoridades mundiais ficaram preocupadas com o surgimento do novo coronavírus, devido a existência de dois tipos altamente letais, o SARs-CoV e o MERS-CoV. Esses tipos surgiram no Oriente Médio e Ásia em 2002 e 2012 respectivamente e mataram centenas de pessoas pelo mundo. Essa era a preocupação dos médicos: que fosse letal como o SARs-CoV e o MERS-CoV e com facilidade de transmissão e infecção que o 2019-nCoV apresenta. Seria catastrófico. “Nós vimos que não é assim. Ele (2019-nCoV) tem uma habilidade de passar de pessoa para pessoa, como o influenza da gripe comum, mas não mata como o SARs-CoV e o MERS-CoV” disse o médico.

Dr. Fernando orienta que, mesmo os estudos preliminares em relação ao novo coronavírus não serem alarmantes, todos os cuidados para evitar sua propagação devem ser tomados. “Manter sempre a higiene das mãos, uso de álcool gel, espirrar contra o braço, evitar aglomerações quando estiver gripado. Essas são as principais medidas de algo que não tem cura” falou Dr. Fernando.

Quanto a grupos de risco, o médico disse que como o vírus é novo não existe estudos concretos, mas os extremos de idade, como as crianças e os idosos, principalmente os portadores de doenças crônicas estão mais vulneráveis a complicações se tiverem contato com a doença.