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Mesmo considerado pelo Tribunal Superior Eleitoral inelegível para disputar a Presidência da República, e encarcerado em Curitiba, o ex-presidente Lula demostrou que vai insistir na narrativa de que está sendo vitima de perseguição politica cujo objetivo será impedir sua volta ao governo pelo voto. Da cadeia, avisou a cúpula do PT que continuará candidato à Presidência ate o Supremo Tribunal Federal julgar seu recurso contra sua inelegibilidade por não atender as exigências da Lei da Ficha Limpa.

Por determinação do ministro Luís Felipe Salomão, do TSE o ex-presidente Lula está impedido de aparecer como candidato na propaganda eleitoral divulgada na televisão e no rádio. Caso a ordem não seja cumprida, o PT será multado em R# 500 mil cada vez que a peça publicitaria for ao ar.

A decisão da Suprema Corte sobre o recurso de Lula terá de ocorrer até a próxima terça-feira, dia 11, data limite fixada pelo TSE para o PT trocar a candidatura de Lula pela do seu vice-presidente, Fernando Haddad.

O PT enviou também a ONU uma petição informando que a justiça Eleitoral do Brasil não atendeu a liminar emitida pelo Comitê de Direitos Humanos da entidade recomendando que Lula deveria continuar candidato até a decisão final dos tribunais superiores contra sua  condenação de 12 anos e um mês de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex de Guarujá. Foi esta condenação que levou o plenário do TSE, por 6 votos a um, a declarar a inelegibilidade de Lula. Os ministros deixaram de atender a liminar do comitê da ONU por entendê-la fora de proposito, não tendo nenhum efeito vinculante em relação ao caso de Lula.

A expectativa agora é que, provavelmente na próxima segunda-feira, o PT decida oficializar Fernando Haddad como substituto de Lula na corrida presidencial. A candidata a vice de Haddad será a deputada gaúcha Emanuela DÀvila, do PCdoB.

De segunda-feira (10) até o dia das eleições, faltarão apenas 27 dias para as eleições. É nesse período que o PT terá de se movimentar para tentar transferir os votos de Lula para o Haddad.

PÉ NA ESTRADA

Deputados e senadores só retomam as atividades parlamentares depois da proclamação dos resultados das eleições. Na quarta-feira colocaram o pé na estrada em busca de votos. Vários deles retornarão para comemorar sua vitória nas urnas, outros tantos voltarão para lamentar a derrota. Em novembro e dezembro os trabalhos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal terão o andamento já sob a influência do presidente eleito.

É ele que vai dizer o que se vota. Sendo assim, há um movimento no sentido de se tentar viabilizar ainda pelo atual Congresso Nacional a votação da reforma da Previdência. Seria um problema a menos para o presidente que será empossado no dia 1° de janeiro de 2019. Os deputados e senadores eleitos em outubro só serão empossados no dia 1° de fevereiro.

ESTAGNAÇÃO PROFUNDA

O presidente da República eleito em outubro vai assumir o governo, no dia 1° de janeiro, com o país mergulhado numa estagnação alarmante. Os pilares da economia nacional estão todos eles rateando. O novo presidente vai ter pela frente uma população decrescente, não acreditando na recuperação do país. Os agentes econômicos, os investidores, estarão encolhidos, não querendo se comprometer com o futuro, tamanha é a falta de previsibilidade do que será o Brasil a partir de 2019.

Para tirar o Brasil do atoleiro, recolocando-o na rota do crescimento, vai exigir do novo presidente um trabalho hercúleo, muita determinação da sua equipe e muita competência acima de tudo. Uma série de medidas terá de ser implementada, a começar pelas mudanças no sistema previdenciário.        Este é o maior nó a ser desatado, já que os gastos com este sistema representam o maior rombo dos gastos públicos. O rombo previsto para 2019 é da ordem de R$ 218 bilhões. Uma montanha de dinheiro que terá de sair do mesmo bolo de recursos destinado à saúde, educação e segurança pública, hoje a grande aflição da sociedade brasileira.

O novo presidente vai pegar um Orçamento da União com a previsão de um déficit de R$ 139 bilhões.

Para tornar mais incerto o futuro do novo governo, a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano que vem é de apenas 2,7%.

O presidente Michel Temer vai deixar para o novo presidente vários abacaxis. Ele autorizou o aumento de vencimentos do Poder Judiciário, mas vetou o reajuste de funcionalismo federal. O novo presidente vai ter condições de enfrentar a pressão dos servidores da União?

O salario mínimo, a partir de 1 de janeiro , valerá R$ 1006. A inflação estimada para 2019 é de 4,25%.