(Foto: Divulgação)

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A Câmara de Vereadores de Jaboticabal criou uma Comissão Especial de Inquérito para investigar supostas irregularidades nos atendimentos a pacientes na Unidade de Pronto-Atendimento a UPA de Jaboticabal.

A instalação da investigação se deu em função não só das supostas irregularidades nos atendimentos apontados por vereadores e pacientes, mas das inúmeras críticas nas redes sociais. E é aí que se fundem na nossa reflexão de hoje, Comissão, Redes Sociais e UPA.

A Comissão de investigação, conhecida como CEI, disponibilizou no site da Câmara Municipal da cidade um Cadastro de Reclamações e Denúncias, o que a meu modo de ver, seria uma ideia atraente para direcionamento, documentação e operacionalidade da CEI. Engano meu, pois esqueci estar em meio a uma cidade com muitos moradores e poucos cidadãos, já que o resultado disso até agora foi a inacreditável e irrisória quantidade de uma, repito, uma reclamação.

Onde estão os justiçosos, moralistas e cidadãos por detrás das telas surreais da virtualidade ondem escondem seus nomes, rostos, comportamento e ações que estariam comprometidas efetivamente com a verdade e a solução dos problemas da cidade?

As redes sociais têm um enorme poder e influência sobre as pessoas devido a facilidade do tráfego de informações, opiniões e interação entre seus usuários.        Entretanto elas, aqui em Jaboticabal, têm se mostrado, não o tempo todo e nem todo mundo, como dois mundos paralelos: um virtual e outro real.

Entre os perfis e grupos que encontramos navegando pelas redes sociais em Jaboticabal, com significativas informações e empolgantes debates, encontramos também, aqueles que insistem em permanecer como um fragmento do processo muito mais amplo que é a cidadania e a democracia do qual estas redes fazem parte, que não é só a virtualidade.

Mas até que ponto, uma ferramenta inteligente como esta, funciona em uma boa parte de uma sociedade burra? E ainda em lugar com pouco ou nenhuma responsabilidade que são estas redes sociais.

Assim como podem direcionar a administração pública, roubar horas e horas na Câmara Municipal com tantos vereadores desperdiçando tempo e dinheiro público nas quinzenais Sessões para respondê-las sem relevar os que disparam suas verborragias infundadamente?

Como os habitantes desta provinciana cidade podem acreditar que elas podem agir como imprensa, que com todas suas responsabilidades e cuidados profissionais e legais, ainda assim erram, mas quantos destes pseudos cidadãos publicam erratas?  Muitos inclusive que tem suas opiniões com prazo de validade que se expira quanto algo deve ser comprovado.

Mudança requer um processo que requer participação com presença física e com voz em muita das atividades políticas de nossa cidade.

A impessoalidade do meio virtual da internet faz parecer que são raros ou fragmentados os cidadãos fora destas redes sociais. E isso não é bom, cidadania deve ser algo por inteiro.

Não seria o momento então de nós, nossos administradores e representantes nos calarmos, ou até nos cegarmos e ensurdecermos diante desta desinformação e falsa cidadania?

E assim leitor, sou responsável pelo que escrevo, mas não pelo que você entende.