Atlas Institucional
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A equipe de ministros já está formada. É muito elogiada pela competência dos seus integrantes.

Na “transição de governo”, o presidente eleito Jair Bolsonaro está sendo informado sobre a situação real de todas as áreas governamentais. A colaboração e transparência do governo Michel Temer são totais. As revelações são no sentido de que a “saúde do Brasil” não é boa. Os principais pilares das áreas sociais e econômicas estão degradados, exigindo intervenções amargas e polêmicas. Gasta-se mais do que se arrecada. Desvia-se das aplicações na saúde, educação, segurança pública, mais de R$ 200 bilhões por ano para cobrir o buraco financeiro da Previdência.

Com o retrato real do Brasil em mãos, Bolsonaro e sua equipe vão debruçar sobre estratégias e elaboração de propostas a serem enviadas ao Congresso Nacional para tentar colocar o país de pé novamente. Criar os caminhos para alavancar o crescimento e alcançar a prosperidade desejada pela sociedade brasileira.

CONGRESSO FAVORÁVEL, NO INICIO

Levantamentos de analistas políticos apontam que Jair Bolsonaro iniciará o seu governo com apoio fiel de pelo menos 220 deputados e 38 senadores. E contará com a boa vontade de dialogar de mais uns cem parlamentares, que ficarão em cima do muro observando atuação da nova gestão.

Para aprovar a PEC da Previdência- o maior desafio do novo governo- e outras propostas polêmicas, será necessário o mínimo de 308 votos na Câmara dos Deputados e 54 Senado Federal. Portanto, Jair Bolsonaro vai ter que sair em busca dos votos que faltam para tonar realidade seus projetos. Ele vai entender que governar é preciso ceder, recuar em decisões tomadas anteriormente, para acomodar os diversos pontos de vista e interesses políticos divergentes, ou seja, vai ter que negociar com caciques experimentados do Centrão – PMD, PP, PTB, PSD- que estarão dispostos a colaborar, mas do seu jeito, em troca de vantagens, benesses. É o uso da tradicional politica do “toma lá, dá cá” tão condenada por Bolsonaro. A reação do Presidente é a mais aguardada pelos caciques que só fazem politica à moda antiga. E se avaliará a capacidade do novo presidente de negociar, de convencimento de que algo tem de mudar no cenário politico nacional. Caso fracasse, as reformas da Previdência e outras propostas irão para o espaço, como aconteceu com as iniciativas do presidente Michel Temer. Na queda-de-braço que terá com os caciques que só pensam nos seus interesses, Bolsonaro certamente saberá usar a “lua de mel” que terá no inicio do governo, com a sociedade brasileira.

OPOSIÇÃO RADICAL, SÓ DO PT

Segundo os analistas políticos, o novo governo no Congresso, no início, só terá oposição radical, raivosa do PT. As demais legendas de esquerda- PSB, PDT, Rede, PSOL- vão aguardar as propostas que serão enviadas ao Congresso. Eles optaram pela formação de uma frente opositora isolada do PT. As propostas não serão “obstruídas, só por obstruir”, como pretendem os petistas. Essa estratégia de isolamento do PT é de Ciro Gomes, que decidiu que vai participar das eleições presidenciais de 2022, pela quarta vez. Argumenta Ciro Gomes que o PT perdeu toda sua credibilidade, tendo enraizado na população que é um partido de corruptos. Ciro acusa o PT de ter tirado dele a chance da disputa presidencial com Jair Bolsonaro.

EMISSÁRIO DE TRUMP COM BOLSONARO

O presidente eleito Jair Bolsonaro passou terça e quarta-feira em Brasília, retornando ao Rio de Janeiro, onde, na quinta-feira, pela manhã, se encontrou com o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton. Foi o primeiro contato direto de um emissário  direto do presidente Donald Trump, com o futuro presidente do Brasil. John Bolton fez uma parada no Rio a caminho de sua viagem à Buenos Ayres, onde, no fim desta semana, acontecerá a reunião dos presidentes do G-20, presente também o presidente Michel Temer. Além de marcar o inicio do bom relacionamento entre Brasil- Estados Unidos, John Bolton tratou com Bolsonaro do projeto que está arquitetando para a construção de uma linha de frete para apertar o cerco ao governo Maduro na Venezuela. Além do Brasil, peça importante da estratégia dos Estados Unidos é a Colômbia, cujo presidente se encontrará também com John Bolton.

REAJUSTES EM CASCATA

O presidente Michel Temer sancionou o reajuste de 16,38% no salário dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, a partir de 1° de janeiro. O salario passará de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Esse reajuste refletirá um aumento em cascata para o restante da magistratura e para os integrantes do Ministério Público, além de elevar o limite salarial também nos Poderes Executivo e Legislativo. Essa conta, que começará a ser paga no governo Bolsonaro, é da ordem de R$ 6 bilhões por ano. Como contrapartida a esse reajuste, o ministro Luiz Fux, do STF, revogou pouco depois da sanção de Michel Temer, o recebimento do auxílio-moradia para juízes, integrantes do Ministério Público, defensorias públicas e tribunais de contas. Esse beneficio cortado corresponde a R$ 4.3 mil mensais. Essa troca foi negociada entre o Palácio do Planalto e o STF para conter parte do impacto bilionário do aumento nas diversas remunerações nas contas públicas do país.