(Foto: Divulgação)

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Existem muitas expressões populares que são utilizadas e utilizáveis diariamente. Casa da mãe Joana, conto do Vigário, a ver navios, dar com os burros n’água, o pior cego é o que não quer ver, e com destaque para nossa reflexão de hoje, as expressões: menina dos olhos e batata quente.

A expressão batata quente pode significar algo que foi passado para alguém que é ou poder ser um grande problema. Já menina dos olhos é aquilo ou aquele que possui prestígio, que tem um significado, que é especial.

Pois então, a menina dos olhos de ontem, se tornou a batata quente de hoje. Pois é assim que a autarquia SAAEJ, que cuida do saneamento público da cidade parece se apresentar para nossa história contemporânea.

Desde 1974, ou seja, a mais de 40 anos, quando foi criada, não enfrenta uma crise como está vivendo hoje.

Sucateamento da frota, falta de recursos para investimento no armazenamento e distribuição e água, despesa maior que receita, e o grande vilão, a herança sinistra dos resíduos sólidos.

Conhecido popularmente como lixo, o resíduos sólido, em 2009, foi dado ao SAAEJ como um Presente de Grego. Cem toneladas, entre lixo doméstico e industrial, todos os dias, foi o presente, como também dívidas e muitos outros problemas.

Foi aí que o lixo que parecia deixar de ser um problema nosso quanto depositávamos em nossas lixeiras, passou a ser um inconveniente maior do que poderíamos imaginar. Agora ele é um problema nosso, da autarquia SAAEJ, do prefeito Municipal, dos 13 vereadores e quem sabe do ministério público.

Herança sinistra deixada pela administração passada e não solucionada pela presente, acabará inevitavelmente recaindo sobre todos os pagadores de impostos desta cidade ou sobre aqueles que utilizam água e esgoto neste município e querem o mínimo de qualidade.

O SAAEJ que outrora era a menina dos olhos, onde alguns prefeitos deitaram e rolaram em seus cofres, tornou-se uma batata quente, um prejuízo financeiro e quem sabe político, sem precedente.

E abusando e expressões populares, a autarquia não se sustenta mais, a administração passada passou a batata quente para autarquia, e a atual parece varrer o problema para debaixo de tapete. Alguns de nossos vereadores parece não querer ver, e quem pagará o pato você já sabe.

Um incômodo que custará caro a todos aqueles que empurraram com a barriga o problema. Um abacaxi que para ser descascado deverá, separar os políticos dos politiqueiros, administradores de ocupantes e munícipe de cidadão.

Sem dúvida, privatizando ou não, a crise financeira SAAEJ, hoje ou amanhã, será paga por nós, o que podemos e devemos evitar é que isso não ocorra de maneira injusta.

Assim na administração pública, e de forma evidente nesta cidade, ontem e hoje, o que conta muitas vezes é a irritação do cidadão com as questões cotidianas, pois do que adianta tantas obras se não se tem tranquilidade quanto ao fundamental direito água e de se poder livrar sem mais problemas do inconveniente lixo.

A assim leitor sou responsável pelo que escrevo, mas não pelo que você entende.