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Temer recorre aos prefeitos

TEMER RECORRE AOS PREFEITOS

Mais de mil prefeitos, de todas as regiões do país, que chegaram à Brasília com pires nas mãos em busca de recursos financeiros, retornaram às suas cidades com promessas e um apelo veemente do presidente Michel Temer. A principal das decisões prometidas é o parcelamento em 200 meses da dívida dos municípios com o INSS, com multas reduzidas em 25% e os juros em 80%. Essa dívida é da ordem de R$ 75 bilhões. É uma medida que representa para os gestores municipais um grande alivio na situação financeira caótica que herdaram dos seus antecessores. Com o repasse menor de dinheiro ao INSS, seus caixas passarão a ter mais disponibilidades para levar adiante seus projetos de governo.

Como contrapartida a essa bondade, o presidente Michel Temer pediu aos prefeitos que pressionem os deputados de suas regiões para que votem favoravelmente a proposta do governo de reforma da Previdência Social. Argumenta o presidente que os deputados são muito dependentes dos prefeitos em suas campanhas de reeleição.

Michel Temer fez outro agrado aos prefeitos das cidades que tenham população acima de 50 mil habitantes. O governo vai abrir linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal e do BNDES, no valor de R$ 2 bilhões, e mais consultoria, para auxiliar os municípios deslanchar projetos de parceria público privadas nas áreas de saneamento, iluminação pública e tratamento de resíduos sólidos.

O presidente prometeu também estudar a possibilidade do ISS, na transação feita com cartão, seja cobrado no local da compra, e não na cidade onde fica localizada a bandeira da administração. Essa medida poderá contribuir para o aumento das arrecadações das prefeituras.

Numa outra ação, para conseguir o apoio dos 109 deputados integrantes da Bancada Ruralista, o presidente reduziu a alíquota do Fundo de Assistência ao Trabalhador (FUNRURAL),pago pelos produtores rurais, de 2,3% para 1,5%.

VOTAÇÕES NESTE MÊS

O Palácio do Planalto pressiona os deputados e senadores no sentido de aprovarem, ainda neste mês, as reformas da Previdência e trabalhista.

O governo diz dispor os votos de pelo menos 308 dos 513 deputados, mínimo necessário para aprovação, em primeiro turno, PEC da reforma Previdência.

O presidente Michel Temer e o ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, continuam com a estratégia de conversar pessoalmente com cada parlamentar, no sentido de convencê-lo de que o Brasil só sairá da recessão se aprovadas as mudanças previdenciárias.

No Senado Federal, a pressão e para que a votação da reforma trabalhista ocorra já na próxima semana. Para superar o problema de eventuais mudanças no texto aprovado pela Câmara e o governo está assumindo o compromisso de atender esta alteração com a edição de uma medida provisória. Assim, será evitado que o projeto retorne à Câmara para uma nova análise.

Para evitar alguma possível traição de senador, o PMDB (74 senadores) e o PSDB (37 senadores) fecharam questão em torno do voto favorável as mudanças trabalhistas.

FECHANDO O CERCO

Está se confirmando a tese dos procuradores da República e dos policiais federais que atuam na Operação Lava-Jato de que “O Estado brasileiro foi tomado por uma organização criminosa”. E no comando dela sempre esteve o ex-presidente Luís Ignácio Lula da Silva, com o beneplácito da então presidente Dilma Rousseff, e suas ações coordenadas pelo ex-ministro Antônio Palocci.

Esse grupo saqueou o Brasil e levou quase à falência a Petrobras, a maior estatal do país. Usou para suas ações criminosas as maiores construtoras do Brasil, com destaque à Odebrecht. A ganancia delas foi tamanha que acabaram se autodestruindo, provocando milhares de desempregos, além da prisão de vários dos seus executivos.

Lula foi reeleito em 2006 e Dilma Rousseff venceu as eleições de 2010 e 2014, tendo por base a eficiência das campanhas eleitorais produzidas pelos marqueteiros João Sampaio e sua esposa Monica Moura. Justamente essa dupla, colocou uma pá de cal nessas ações criminosas denunciando-as à população brasileira. Presos pela Operação Lava-Jato, decidiram delatar premiadamente. Afirmaram que Luís Ignácio Lula da Silva era o comandante de todo o esquema de corrupção, era dele a palavra final sobre as questões mais relevantes. “Só posso decidir depois de ouvir o chefe maior”- dizia o coordenador do grupo Antônio Palocci. Esse chefe maior era Lula, afirmou o marqueteiro João Sampaio. Segundo Monica Moura, a então presidente Dilma Rousseff também participava das articulações comandadas por Lula. Devido às suas ações reveladas pela marqueteira Monica, Dilma poderá responder por cinco delitos: violação de sigilo, corrupção, crime de responsabilidade, obstrução de justiça e crime contra a administração pública.

Antônio Palocci, certo de que praticou crimes que poderão levá-lo a mofar na cadeia, decidiu também revelar o que sabe, partiu rumo à delação premiada. Ele trocou de advogado, sinalizando que fechará acordo de delação, numa tentativa de ver reduzidas as penas pelos seus delitos. O temor do PT é que ele acabe encerrando a história de que Lula sempre procura passar de “eu não sabia” e “é tudo mentira dos que querem destruir o PT”. O medo maior agora da elite nacional, é que Palocci coloque no cenário da corrupção o envolvimento de setores do sistema bancário, que sempre participou do financiamento de campanhas eleitorais e ainda ausente nas ações da Lava-Jato.

OS CRIMES DE LULA

Lula está encrencado em várias ações criminosas levantadas pelas investigações da Lava-Jato. Elas têm potencial de inviabilizar sua candidatura na corrida presidencial de 2018.

As ações sobre as quais o ex-presidente Lula precisa se explicar, segundo levantamento feito pelo Correio Braziliense:

TRIPLEX– Lula depôs na semana passada ao juiz federal Sergio Moro. Jogou para cima de sua então esposa Marisa, falecida em fevereiro passado, pelo interesse na compra do tríplex do Guarujá. Afirmou que a compra não foi efetivada, ao contrário do o que não afirmam os operadores da Lava-Jato.

INSTITUTO LULA- Acusado de receber R$ 12 milhões da Odebrecht por meio da compra da nova sede do Instituto Lula.

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA– É acusado de pressionar o ex-senador Delcídio do Amaral para comprar o silencio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Para isso, a família de Cerveró teria recebido dinheiro entregue pelo filho do pecuarista José Carlos Bumlaí.

TRÁFICO DE INFLUENCIA–  Lula teria ajudado na liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também intermediado a contratação de seu sobrinho Taiguara Rodrigues para prestar serviços à Odebrecht em Angola.

OPERAÇÃO ZELOTES– O MPF sustenta que Luís Claudio, filho de Lula recebeu R$ 2,5 milhões para Lula influenciar decisões do governo Dilma, como a prorrogação de incentivos fiscais.

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA- Atuação em cobrança de propinas em contratos de várias áreas do governo.

SÍTIO DE ATIBAIA– Suspeitas de que o sitio, reformado pela OAS e pela Odebrecht, seja do ex-presidente.

SETE BRASIL- Suspeita de cobrança de propina para a fabricação de sondas para a exploração do pré-sal.

LENIÊNCIA- Possível negociação com Emilio Odebrecht para a edição de uma medida provisória para que acordos de leniência fossem firmados sem a participação do Ministério Público.

2017-05-17T15:02:23+00:00 17/05/2017|Claudio Coletti|

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